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Equipamentos: A Tecnologia das Lanças Telescópicas

A lança de um guindaste móvel é a haste principal utilizada para elevar a carga. Existem basicamente dois tipos de lança: a treliçada e a telescópica. O sistema telescópico é aquele em que a lança se estende como um telescópio e a lança treliçada é aquela em que a estrutura da lança é uma treliça. Abaixo será abordado o sistema telescópico, suas aplicações e características.

As principais vantagens do sistema telescópico é a agilidade na operação, pois para aumentar o comprimento da lança basta realizar a operação de uma alavanca ou joystick na cabine de operação e a lança se estende hidraulicamente – enquanto na lança treliçada é necessária a montagem de seções de lança com a utilização de pinos. É um processo que demanda tempo, mão de obra  e equipamentos auxiliares. Além disso, na lança telescópica não é necessário um espaço muito grande para a extensão, comparado com o sistema treliçado, pois a telescopagem é feita com a lança elevada. Já a montagem da lança treliçada é feita com a mesma apoiada no solo.

As lanças telescópicas são classificadas em dois grupos: a lança pinada e a não pinada. A diferença principal nesses dois tipos é que a lança pinada possui apenas um cilindro hidráulico para a telescopagem, enquanto que a lança não pinada normalmente utiliza mais de um cilindro e cabos de aço. Há vantagens nesses sistemas que ficarão mais claros após a explicação do funcionamento.

A lança pinada trabalha da seguinte forma. Um único cilindro hidráulico faz o trabalho de segurar uma seção e piná-la na seção anterior, portanto se uma lança possui 4 seções telescópicas o cilindro terá de segurar a quarta, estendê-la e piná-la na terceira, depois o cilindro deve retrair e buscar a terceira, estender e pinar a terceira na segunda e assim por diante. Esse sistema é automatizado, portanto necessita de diversos sensores e de um microprocessador para comandar as válvulas. Na lança não pinada de 4 seções telescópicas, pode haver 2 ou 3 cilindros hidráulicos. No caso de utilizar dois cilindros hidráulicos, um cilindro é utilizado para estender a segunda, terceira e quarta seções em conjunto com cabos de aço. E a primeira seção é estendida por outro cilindro. Nas figuras está uma breve ilustração da lança treliçada, lança telescópica pinada e não pinada de 3 seções.

Ao se analisar as duas operações acima, podemos concluir que a lança pinada é mais leve e a não pinada é mais ágil. Além disso, a lança pinada permite um número maior de seções, pois não importa a quantidade de seções, sempre é utilizado apenas um cilindro, porém por ser um mecanismo mais tecnológico influencia no custo, eletrônica e quantidade de dispositivos necessários. Esses e outros fatores  são levados em consideração no projeto de cada equipamento.

Fonte: http://cranebrasil.com.br/

 

Plano de Rigging: O que é e Qual o Objetivo?

A norma regulamentadora do Ministério do Trabalho NR12 possui no seu anexo XII a definição do Plano de Rigging. Sendo o planejamento detalhado e formalizado de uma movimentação de carga com guindaste. Ele indica por meio do estudo da carga a ser içada, dos guindastes e acessórios de amarração adequados para a tarefa, esforços exercidos no piso onde os equipamentos serão posicionados, ação do vento, interferências aéreas e subterrâneas, layout da área de operação, entre outros qual a melhor solução para fazer um determinado içamento da maneira mais segura e eficiente, otimizando os recursos aplicados na operação (equipamentos, acessórios, preparação de área, etc.), evitar acidentes e perdas de tempo durante as operações de içamento.

OBRIGATORIEDADE?

A norma NR12 possui um item específico (12.132) preconizando a obrigatoriedade do planejamento das operações  para serviços que envolvam risco de acidentes de trabalho em máquinas e equipamentos, realizados em conformidade com os procedimentos de trabalho e segurança, sob supervisão e anuência expressa de profissional habilitado ou qualificado, desde que autorizados.

Outra norma é a NR18 que possui o item (18.14.24.17) onde determina que a implantação e a operacionalização de equipamentos de guindar devem estar previstas em um documento denominado “Plano de Cargas” que deverá conter, no mínimo, as informações constantes do Anexo III da norma em questão. Porém, esta utilizamos apenas como analogia visto que quando se analisa as diretrizes do Anexo III, observa-se que são voltadas para guindastes de torre (gruas) que possuem muitas diferenças em relação aos guindastes móveis sobre rodas.

Portanto, a legislação é clara em relação a obrigatoriedade do planejamento das operações.

A grande maioria das empresas exigem a elaboração do plano de rigging (planejamento detalhado e formalizado) para operações enquadradas em “Içamento Crítico” e um planejamento simplificado e formalizado para operações enquadradas em “Içamento Normal”.

Essa classificação de içamento (normal ou crítica) é dada através de uma análise de risco realizada pelas próprias empresas.

fonte: http://cranebrasil.com.br